Kingpincooling TEK-9 FAT e primeiros resultados!

Fala galera, tudo jóia?

Uns tempos atrás postei sobre o pot de VGA que havia adquirido, bom, demorou um pouco mas ele chegou… E chegou algo melhor do que o esperado!🙂
Havia escrito que viria o pot fabricado pelo Ryba mas estava enganado, esse pot já tinha sido comprado por outro amigo então o que veio pra mim foi um TEK-9 FAT, o que é excelente pois apesar do pot do Ryba também ser ótimo, K|ngp|n é K|ngp|n.

A base do pot é de cobre niquelado e o “corpo” preto é de alumínio anodizado. No “corpo” do pot temos tanto a arma que doou seu nome ao pot quanto um KINGPINCOOLING “tatuados” no alumínio… É de fato uma peça muito bonita e bem acabada, confesso que chega a dar até uma pontinha de remorso de saber que isso vai ficar escondido pelas camadas da manta térmica de isolamento.😦

Abaixo uma foto com as peças do kit de montagem, as peças são de alumínio e houve o cuidado de enviar um parafuso/porca sobressalente já prevendo possíveis descuidos.

Aqui simplesmente não existe comparação com o antigo pot da Koolance que tenho, o projeto do K|ngp|n está a alguns anos-luz de distância em termos de qualidade e facilidade de uso… Vejam que existe espaço até pra passar o fio do termopar pelo bracket enquanto o Koolance não tem nem sequer furação para o termopar na base do pot, algo que seria básico nesse esporte.

IMG_0612Como pode-se ver, contato muito bom com o GPU portanto sem necessidade de ficar fazendo gambiarra com shim de cobre ou coisas do tipo… Santo ressalto na base, Batman!🙂

IMG_0582Para isolamento do pot fiz basicamente o mesmo procedimento que o Paulo (pxhx) mostra no vídeo abaixo e inclusive usei a mesma manta térmica que ele! Como eu provavelmente devo ter reprovado em “Trabalhos Manuais I” no jardim da infância, prefiro deixar a cargo do vídeo explicar e mostrar direito como se faz.

Para estrear o TEK-9 decidi por usar minha velha Radeon X1800GTO, motivos?
1) Essa placa apesar de ser muito antiga (2004) funciona muito bem para OC Extremo, a propósito, a maior parte das ATI/AMD mais antigas são fantásticas para esse propósito e com a vantagem de serem mais desvalorizadas que as nVidia… Sabem o que isso significa nesse caso? “Red Team” = diversão barata.😉

2) Meu 4770K morreu então só me resta usar o G3258 enquanto o primeiro não volta do RMA e obviamente isso é um problema com qualquer VGA um pouco mais moderna em benchmarks mais recentes.

Com relação ao isolamento da VGA, usei borracha limpa tipo e esmalte de unha nos componentes smd no encapsulamento do GPU, ou seja, sem segredos aqui.

Configuração utilizada e resultados:

IMG_0583CPU: Intel Pentium G3258

MOBO: ASUS Maximus VI Impact

RAM: 2x2GB G.Skill PI 2200CL7

VGA: ATI Radeon X1800GTO

PSU: Antec Quattro 1200W

Bancada GIGABYTE – Prolimatech Megahalems Black + Swiftech Helix no CPU e KPC TEK-9 FAT na VGA

Pelas fotos acima, alguns devem ter notado que não foi feito nenhum mod na X1800GTO e é assim pois essa placa permite ajustar as tensões de GPU e RAM por software, cortesia do controlador PWM digital da Volterra que era o melhor que existia na época apesar de algumas desvantagens (para o projetista) como ficar preso a apenas um tipo de indutor/mosfet e uma certa complexidade por ser uma solução que usa vários chips e trabalha em frequências elevadas, o que implica na necessidade de dissipadores mais robustos para o VRM.
Enfim, como pode-se ver na galeria abaixo, o ATI Tools permite o ajuste das tensões com um limite alto o suficiente (1.575V GPU / 2.6V RAM) para essa placa, o que foi o suficiente para chegar nos 864MHz no GPU, limitados apenas pela bios da placa (aquela questão do divisor do PLL que comentei nesse post).

Vamos aos resultados!

 

Aquamark: http://hwbot.org/submission/3269320_

3DMark01: http://hwbot.org/submission/3269321_

3DMark03: http://hwbot.org/submission/3269317_

3DMark05: http://hwbot.org/submission/3269319_

Superando as minhas próprias expectativas, consegui um ouro no 3dmark03 e prata nos demais benchmarks! Acabei ficando limitado pelo CPU cotoco rodando @ 4.7GHz, o que é uma pena pois não tenho dúvidas de que seria possível dominar esses ranking com um pouco mais de clock nesse G3258.
Para rodar esses clocks no GPU/RAM foram necessários 1.525V / 2.4V respectivamente. Houve um ganho de clock considerável nas memórias com relação ao teste que tinha feito anteriormente com o pot da Koolance e isso ocorreu devido ao fato de boa parte dessas memórias usadas em VGAs reagirem mal a temperaturas negativas e subirem menos o clock com temperaturas mais baixas.
Em termos práticos, no pot do K|ngp|n o corpo do pot não fica em contato com o pcb (e de tacada com as memórias) devido a base ter aquele ressalto que mostrei nas fotos no começo do post enquanto que o Koolance por não apresentar esse ressalto acaba encostando no pcb e gelando mais do que deveria coisas que não poderiam ser congeladas… Lembrando também que no LN2 e rodando por períodos prolongados você invariavelmente vai ter problemas com a temperatura das memórias e vai ter que se virar nos 30 para contornar isso ou ter sorte de ter uma VGA equipada com memórias que não apresentem esse comportamento.🙂

Como sei que para muitos o negócio são só as fotos com tudo congelado, segue abaixo uma pequena galeria:

Apenas concluindo, as vezes não conseguimos expressar bem por palavras aquilo que sentimos/pensamos mas as vezes apenas a expressão facial já basta para deixar as coisas bem claras, sendo assim, vou encerrar esse post com a foto abaixo e que pra mim já basta para concluir o assunto. Apenas um adendo, em breve mais VGAs serão devidamente congeladas então fiquem ligados.😉

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[OCPNews] Algumas VGAs novas para competir | Novo POT para GPU | Andamento do projeto dos Peltier

Fala pessoal, tudo bom?

*Great News!!! That’s the Dacia Sand… Depois de um mês sumido e sem dar notícias por uma série de motivos enfim trago boas novas, eis aqui algumas coisas que estive aprontando e que irei mostrar em mais detalhes em breve. 🙂

VGAs novas para competir!

Como os senhores(as) bem sabem, o pessoal do HWBOT está preparando uma nova revisão do sistema de pontuação e com isso devem mudar muitas coisas nos glpoints, hwpoints,  serão introduzidos os chamados “system points” e além disso corrigir alguns problemas que certos benchmarks *cough XTU *cough vem causando no sistema atual. Pretendo escrever alguma coisa sobre essa revisão nova quando ela se tornar oficial, por ora quem quiser ver como está ficando as coisas basta entrar no server UAT do HWBOT para saber a quantas anda o desenvolvimento.

Mas o que isso tem a ver com as VGAs? Bom, com essa revisão nova pretendo voltar a competir pra valer por posições no ranking e pra isso preciso de alguns reforços! Na foto abaixo temos respectivamente XFX 7850, GTX285 e 5770 Hawk, todas devidamente preparadas para serem congeladas e se tudo sair conforme o planejado, produzirem toneladas de pontos. Pretendo escrever posts detalhando os mods e resultados obtidos com cada uma dessas placas, então fiquem ligados.🙂

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Pot de VGA vindo ai…

O pessoal que acompanha a página a um bom tempo já deve saber que tenho um pot de VGA slim da Koolance na qual passo longe de morrer de amores, motivos para isso não faltam e vão desde o sistema de montagem ridículo (e frágil), base reta sem ressalto sendo necessário o uso de um shim pro pot fazer contato com o GPU e ainda tem o “problema” dele ser slim e isso ser um saco pra quem vai usar com gelo seco que nem eu. Enfim, cansei desse pot e decidi que precisava de algo melhor quando fui congelar uma placa com ele e me aconteceu isso na hora da montagem:

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O escolhido foi o pot fat que era fabricado pelo Ryba, como pode-se ver na foto abaixo (e que não é de minha autoria já que o pot ainda não chegou) é um monstrinho beeeem mais robusto que o Koolance e sem as falhas de projeto bizarras deste.🙂

godet_fat_ryba_2http://www.overclex.net/news/labo-godet-gpu-fat-by-ryba/

Um pequeno update no projeto dos peltiers…

Para quem ainda não viu do que se trata o tal projeto, segue o link para o post introdutório:

https://theoverclockingpage.wordpress.com/2016/04/28/projeto-de-refrigeracao-de-cpugpu-com-peltier-o-inicio/

De novidade tenho que o cobre comprado e os peltiers que chegaram e estão aguardando retirada nos correios.
Sobre os blocos, agora é só mandar o cobre para a usinagem que a parte mecânica estará pronta!!! Em breve postarei algo mais detalhado de como isso dai vai ficar.🙂

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Até a próxima!

*Para quem não pegou a referência no começo do post:

Projeto de refrigeração de CPU/GPU com Peltier – O Início

Fala galera,

Finalmente a faculdade (Curso? Eng. Elétrica) está chegando ao fim e com isso vem o famoso e “temido” TG ou trabalho de graduação! No meu caso esse TG significa elaborar algum “projeto de engenharia” para posteriormente apresentar e provar que a coisa funciona… Já com relação a parte do “temido”, sinceramente não considero isso assim pois preferiria desenvolver n! projetos como esse (ou até mais complexos, porque não?) do que fazer mil provas que honestamente não provam absolutamente nada e no meu caso não também agregam nada além de stress..:/

Enfim, devo dizer que essa é a oportunidade perfeita para tirar do papel algo que vinha idealizando a anos mas que nunca tive coragem ou incentivo para transformar em realidade, que é montar algo mais elaborado com elemento peltier para refrigerar CPUs/GPUs. Então é isso mesmo meus caros, meu projeto de conclusão de curso é de alguma forma relacionado a hardware/overclock e portanto irei postar o worklog por aqui!😀

Sobre as pastilhas termoelétricas (também conhecido por TEC ou só Peltier mesmo), elas tem como princípio de funcionamento o efeito Peltier, cuja idéia baseia-se na produção de um delta de temperatura entre duas junções de semicondutores de materiais diferentes quando aplicado uma tensão elétrica em um circuito fechado.

Abaixo temos uma ilustração que representa uma típica pastilha de Peltier. Ela contem uma série de elementos semicondutores do tipo-p e tipo-n, agrupados em pares e que agirão como condutores dissimilares.

fig2Essa série de elementos é soldada entre duas placas cerâmicas que eletricamente estão em série e termicamente em paralelo. Quando uma corrente contínua (DC) passa por um ou mais pares desses elementos, há uma redução na temperatura da junta (“lado frio”) resultando em uma absorção do calor do ambiente. Este calor é transferido pela pastilha por transporte de elétrons e emitido no outro lado (“quente”) via elétrons que movem de um estado alto para um estado baixo. A capacidade de bombeamento de calor de um resfriador é proporcional à corrente e o número de pares de elementos tipo-n e tipo-p.

Em termos mais simples, fisicamente (refiro-me a termodinâmica) uma pastilha peltier funciona igual a geladeira que todo mundo tem em casa, só que ao invés de usar um motor para realizar trabalho e “movimentar” o calor do interior da geladeira pro lado de fora, ela se usa de elementos semicondutores pra isso e manda o calor para ser dissipado do outro lado da pastilha.

refrigerador_2Apesar dessa não ser nem de longe a primeira vez que mexo com peltier, só agora que pretendo empregar essas pastilhas de forma inteligente, digo, não que das outras vezes as coisas tenham dado errado ou qualquer coisa do tipo mas me limitei a fazer qualquer gambiarra pra refrigerar o lado quente da pastilha e liguei direto no +12V sem me preocupar com nada além disso. Caso alguém se interesse pelas gambiarras, postei algo sobre a adaptação grosseira  de uma pastilha xingling de potência baixa estimada em uma VGA antiga aqui no site e tem alguns resultados meus no HWBOT, como esse Pi 1M no Celeron 430 e esse Pi 1M no Celeron G470. Abaixo coloquei uma galeria com fotos desses “recursos técnicos avançados orientados a condições financeiras precárias” usando peltier que montei até hoje.🙂

O TG é algo muito mais ambicioso do que essas coisas que fiz acima pois pretendo usar 2 pastilhas TEC-12726 “sanduichadas” em um bloco de cobre pensado especialmente para esse propósito, além disso, também faz parte do projeto um sistema de controle que pega parâmetros como umidade, temperatura ambiente, temperatura da cold-plate e que deve usar esses dados para regular o ciclo de trabalho das pastilhas para evitar a condensação e também um conversor DC-DC que será projetado para suportar correntes acima de 50A e alimentar as pastilhas, algo considerável se me perguntarem o que eu acho.🙂

Abaixo fiz um diagrama de blocos para resumir do que se trata o projeto e que provavelmente é uma das poucas coisas que já estão escritas em pedra nesse trabalho.

diagrama_tg2

E por enquanto é só pessoal! Para o próximo post espero trazer mais novidades com relação a parte mais mecânica do projeto, que são a hot-plate e cold-plate em cobre. Até a próxima!

[Review] GIGABYTE GA-Z97X-SLI

Fala galera, tudo jóia?

Esse é o primeiro review que publico aqui na OCP mas não é o primeiro review que faço! Para os que não conhecem meu trabalho como reviewer, logo na página inicial do site tem o link para o OverBR com quase tudo que já fiz.🙂

Então vamos ao que interessa, nesse review vou analisar a GIGABYTE Z97X-SLI que ganhei de prêmio de 3º lugar no HWBOT World Tour 2016. Trata-se de uma placa LGA1150 Full-ATX focada naquele mercado “CxB” que procura oferecer o máximo de recursos possíveis pelo menor preço. Essa mobo usa o chipset Z97 o que significa que temos a disposição coisas como suporte a Multi-GPU (Crossfire e SLI) em 8x/8x, conector para SSD’s M.2, SATA Express e o que mais nos interessa que é capacidade de overclock!😀

Abaixo as fotos da caixa da placa, na parte de trás temos uma foto da placa-mãe e um resumo de todos os seus recursos.

O bundle de acessórios da GA-Z97X-SLI é compostos dos seguintes itens:

IMG_06071x Manual

1x Espelho I/O

1x DVD de instalação

2x Cabos SATA 6Gbps

1x Ponte SLI

1x Adesivo GIGABYTE

Trata-se de um pacote um tanto quanto “pelado” mas dentro do esperado para uma placa dessa categoria. É claro que poderiam vir mais cabos SATA no kit, tendo em vista que muita gente usa vários HDs/SSDs hoje em dia e a placa permite a conexão de até 6 dispositivos SATA, no entanto, essa “generosidade” certamente teria um custo que viria a ser refletido no preço final do produto sendo isso um problema para uma placa focada em custo-benefício, afinal, nem todo mundo está disposto a pagar mais por uns cabos a mais.

Apresentado caixa e bundle, chegou a hora de mostrar o hardware em si…

 

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… E para a GA-Z97X-SLI, a GIGABYTE optou por um pcb “quase preto” e dissipadores vermelhos. Sobre o layout da placa, é algo bem pensado e não apresenta nenhuma falha grave no que diz respeito ao posicionamento dos componentes. Não existem botões on/off e reset na placa mas também nenhum outro concorrente de mesma faixa de preço oferece esse recurso, então podemos dizer que é compreensível sua falta.

Sobre os slots de expansão temos: 2 Slot PCI-E 16X 3.0 (8x-8X com Multi GPU), 3 PCI-E 1X e 2 PCI 32-bits. Com esse layout é possível fazer combinações de VGA’s com coolers triple-slot sem problemas com obstrução de portas SATA ou outros componentes importantes, o que é algo muito bom do ponto de vista do layout.

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Com relação aos SATA’s, a Z97X-SLI oferece uma porta SATA Express, que pode ser usada como 2 portas SATA 6Gbps comuns e outras 4 portas também de 6Gbps sendo todas gerenciadas pelo chipset Z97 e dispostas na lateral da placa.

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A GA-Z97X-SLI também oferece suporte a SSD’s padrão M.2, que é o sucessor do mSATA. Ele oferece até 10Gb/s de largura de banda e basicamente é uma implementação mais compacta do SATA Express. IMG_0629

O codec de som utilizado é o Realtek ALC1150, ele conta com SNR de 115dBpara os DACs e 104dB SNR para os ADC’s, além de possuir suporte a sistemas de som 7.1. Como será mostrado um pouco adiante, todos as 6 entradas/saidas de áudio estão presentes no painel traseiro dessa placa-mãe.

A GIGABYTE “instalou” o circuito de som em uma camada do pcb separada do resto da placa sendo que o objetivo disso é diminuir possíveis interferências no áudio, melhorando a qualidade do som.
  IMG_0590

No painel traseiro, a GA-Z97X-SLI oferece 6 USB’s (sendo 4 USB 3.0 e 2 USB 2.0),  saídas de vídeo em diferentes padrões (o que garante que é possível usar desde um velho monitor CRT ou até mesmo uma moderna TV LCD  em conjunto com o IGP), 1x LAN Gigabit e painel de som completo (6 jacks).

  • 1 x PS/2 keyboard/mouse port
  • 1 x D-Sub port
  • 1 x DVI-D port
  • 1 x HDMI port
  • 4 x USB 3.0/2.0 ports
  • 2 x USB 2.0/1.1 ports
  • 1 x RJ-45 port
  • 6 x audio jacks (Center/Subwoofer Speaker Out, Rear Speaker Out, Side Speaker Out, Line In, Line Out, Mic In)

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Sobre os dissipadores utilizados na GA-Z97X-SLI, são peças simples de alumínio que são presas por meio de presilhas plasticas com mola. Uma curiosidade sobre os dissipadores usados no VRM, é que tratam-se de peças “gêmeas” e que qualquer semelhança com os dissipadores utilizados na GA-Z97-D3H não é mera coincidência! Os dissipadores são absolutamente iguais mudando apenas a cor… Aquela boa e velha economia de escala, manja?🙂

De qualquer modo, essas peças se mostraram suficientes e não notamos aquecimento excessivo no VRM/Chipset durante os testes.

O VRM da GA-Z97X-SLI é um design simples com 4 fases e 3 mosfets low-RDS por fase, o controlador PWM utilizado é o ISL95820 e os mosfets utilizados são os Vishay SiRA12DP PowerPAK SO-8 MOSFET. Basicamente é o mesmo design utilizado na GA-Z97-D3H e que foi extensamente “torturado” por mim só que usando apenas um G3258.

 

Feitas as apresentações do hardware vamos ao software que é o GIGABYTE TweakLauncher. Ele permite alterar rapidamente praticamente todas as tensões relevantes para overclock,
multiplicadores do CPU/Uncore e BCLK além de permitir definir hotkeys (atalhos) e o que significa que com ele é possível alterar os clocks do CPU “on-the-fly” durante um benchmark.

tweakLauncher

Caso alguém tenha interesse, segue o link para as especificações da placa no site do fabricante: http://br.gigabyte.com/products/product-page.aspx?pid=5362#sp

Hardware/Software utilizado e objetivo dos testes:

IMG_0672CPU: Intel Core i7 4770K

MOBO: GIGABYTE Z97X-SLI

RAM: 2x2GB GSkill PI 2200CL7

VGA: Zogis 8600GT GDDR2

REFRIGERAÇÃO: SF3D Inflection Point + 1,5kg de gelo seco + Prolimatech Megahalems Black

Software utilizado: Windows 7 x64 SP1, Cinebench R11.5, Cinebench R15, HWBOT Prime, Geekbench x64 e 3DMark03

O objetivo dos testes é simplesmente ver se a Z97X-SLI é capaz de segurar bem o rojão com overclock extremo e se é uma alternativa válida de placa para benchmark sem (supostamente) gastar
horrores para isso.

Preparação e resultados:
Antes de começar com os testes com OC Extremo rodei alguns testes rápidos no IGP do 4770K usando meu bom e velho Prolimatech Megahalems apenas pra ver se o VRM de 4 fases iria dar conta de maiores abusos no IGP do 4770K e como pode-se ver, o resultado foi positivo apesar de não ter sido nada estelar.

igp_3dm03http://hwbot.org/submission/3120106_noms_3dmark03_hd_graphics_4600_31829_marks

Sobre overclock nas memórias, os perfis de fabrica funcionaram perfeitamente na Z97X-SLI e me pouparam um tempo valioso na hora de ajustar as memórias para rodar os benchmarks, só que infelizmente não consegui rodar as minhas PSC com clock muito acima dos 2400MHz, independente das latências setadas.

A respeito da preparação da placa para a sessão de benchmarks, aquele vídeo sobre isolamento de placa-mãe para OC Extremo que publiquei uns dias atrás já diz tudo o que precisava ser dito aqui, alias, a idéia original era soltar o vídeo junto do review, o que acabou não dando certo… Então para quem ainda não viu, segue o vídeo e vamos aos resultados.🙂

O foco foi nos benchmarks 2D multithread por serem bem exigentes, afinal de contas, usam todas threads disponíveis e forçam mais o VRM da mobo. Evidentemente que não posso afirmar muita coisa em relação ao uso prolongado com overclock forte e a durabilidade da placa nessas condições, mas a verdade é que mesmo com apenas 4 fases essa placa levou bem o 4770K com OC Extremo e foi capaz de atingir algumas marcas respeitáveis tipo os 5.8GHz no HWBOT Prime.

Conclusão:

A GIGABYTE GA-Z97X-SLI se saiu muito bem nos testes, resistindo bem a sessão de OC Extremo com o 4770K e garantindo alguns resultados dignos de respeito. Em relação a Z97-D3H que usava anteriormente, essa placa é bem mais “dócil” no que diz respeito aos ajustes de memória, sendo uma tarefa bem mais simples de ajustar as GSkill PI para conseguir resultados razoáveis na Z97X-SLI.

Sobre o “feature set” dela, é um tanto parecido com o da Z97-D3H que usava anteriormente só que adicionado o suporte a SLI, ou seja, é uma placa com suporte a tecnologias atuais (SATA Express e SSD’s M.2 por exemplo), um bom pacote de software, UEFI muito parecida com aquela encontrada em modelos mais caros e um layout decente.

O problema é que essa placa-mãe deveria ser de baixo-custo só que não é… Deveria? É pois é, lá fora ela custa cerca de $109 (newegg) e aqui no Brasil pode ser encontrada pela bagatela de cerca de R$900! Tudo bem que podemos creditar isso ao atuais desarranjos econômicos que o país está passando tal qual a alta do dolar, mas ainda sim, são R$900 por uma placa que apesar de competente tem foco em entregar mais por menos!

Em suma, do ponto de vista do hardware posso tranquilamente recomendar a GA-Z97X-SLI, agora fica difícil quando o fator “preço” entra na equação… Se procurarem um pouco vão ver que não é difícil encontrar placas Z97 de outros fabricantes com “feature set” similar sendo vendidas por preços um tanto menores que os dessa GIGABYTE. Alias, a essa altura do campeonato recomendo é que vejam a plataforma atual (Z170) ao invés da Z97 caso forem montar uma máquina do zero pois certamente vale mais a pena (motivos: Kaby Lake final do ano, Cannonlake no outro, DDR4…).

Eis o nosso primeiro vídeo no youtube! =D

Fala pessoal, tudo certo?

Alguns meses depois de anunciar o canal do Youtube, enfim o primeiro vídeo saiu do forno! É um vídeo sobre isolamento e preparação da placa-mãe para OC Extremo usando a Z97X-SLI que ganhei de prêmio de 3º lugar no HWBOT World Tour como cobaia. Também estou trabalhando em um review dessa placa e em breve devo publicar o mesmo por aqui.🙂

Enfim, segue o vídeo e criticas construtivas são muito bem-vindas afinal de contas esse é o primeiro vídeo que faço e esse feedback ajuda muito na hora de saber onde a gente tem que melhorar pros próximos vídeos.

AMD FX-8320E – Watercooler, overclock e resultados

Fala pessoal, tudo jóia?

Quando peguei o meu FX-8320E falei alguma coisa sobre ele nesse post mas não rodei muitos testes por falta de refrigeração adequada, que na época era apenas um Kühler 620 modificado que aparentemente não estava rendendo o que deveria e acabava limitando bastante a brincadeira com esse CPU. Apenas recapitulando, o 8320E é um CPU com TDP de 95W e basicamente trata-se do FX “8 cores” mais barato que o dinheiro pode comprar aqui no Brasil.

Enfim, o tempo se passou e acabei montando um loop de WC Custom para essa minha máquina de uso diário, ou seja, resolvido o problema da refrigeração então agora é só partir pro abraço e botar pra rodar @ 5.0GHz diário sem nem esquentar a cabeça? Nem tanto… Apesar da caixa do CPU ser otimista com relação a isso e a afirmação ali de fato ser verdadeira (só não faz menção ao que precisa pra refrigerar o CPU e que não é qualquer mobo que segura o rojão) as coisas não são tão simples assim e deixe-me falar o porque:

  1. Posso jogar Fallout 4 por horas com o CPU @ 5GHz sem qualquer problema e com temperaturas sob controle (abaixo dos 60ºC) além de rodar qualquer benchmark rápido (e pesado), o desafio na verdade é segurar a onda renderizando uma animação no Blender (usa 100% dos 8 cores) por horas, segurar a temperatura do CPU abaixo dos 70ºC e garantir que a coisa não vá travar ou resetar no meio do trabalho. Isso é um dos motivos de eu ter mantido o OC 24/7 nos 4.8GHz, pelo menos por enquanto.
  2. O IHS dos FX é soldado mas sempre pode acontecer dele vir ligeiramente côncavo/convexo (um adendo, isso também é um problema com Intel e GPUs nVidia com IHS) e isso tende a prejudicar a temperatura por diminuir a área de contato do dissipador (bloco no caso) com o CPU. Existem meios de verificar isso como por exemplo usando uma régua e olhando na horizontal para ver se ela faz contato com o IHS ou mesmo prestando atenção em como a pasta térmica se distribui pelo IHS/Base do dissipador depois de ter sido instalado. Tá, mas e como resolver isso? Simples, só lapidar o CPU e ver os ganhos de quase 10ºC se o IHS do seu CPU for meio zoado como é o do meu 8320E e do 8350 do cara ai do tópico do Anandtech. Evidentemente que apesar disso tudo parecer lindo e maravilhoso tem um problema: Esse procedimento anula a garantia do CPU! Então pensem bem antes de sair lixando tudo por ai ok?😛
  3. Todo FX é capaz de rodar @ 5 GHz com estabilidade só que alguns vão precisar de mais vcore, uns mesmo que não precisem de vcore astronômico vão dissipar uma quantidade ridícula de calor assim mesmo, outros vão precisar de temperatura abaixo do ambiente (com um chiller que seja) pra chegar lá e por fim se você tiver com a sorte em dia, vai pegar um sample que consegue rodar @ 5 GHz sem virar uma fornalha e com vcore razoável. Tenha em mente que o FX-8320E é um dos modelos mais baratos e que apesar de ter testado apenas um exemplar posso lhes assegurar que esse exemplar é algo bem acima da média, isso tirando por base todos diferentes modelos de FX que testei até hoje e o que se vê internet a fora.
  4. Mobo robusta e fonte de qualidade é obrigatório, nesse post já falei sobre as mobos e sobre a fonte é bom que seja de qualidade e com boa capacidade na linha de +12V, aqui uso uma Antec Neo Eco 520W que é fabricada pela Seasonic, pode fornecer até 40A na linha de +12V e é suficiente para minha configuração. Evidentemente que se eu colocar uma VGA “beberrona” como uma GTX580 ou R9 390X no lugar da R9 380, uma fonte de maior potência será necessário… Mas uma coisa vos digo, haja o que houve nunca se esqueçam de pegar uma fonte de qualidade!!!

Dito isso, vamos aos resultados! Abaixo o hardware e software utilizado nos testes:

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CPU: AMD FX-8320E

MOBO: ASUS M5A99X EVO R2.0

RAM: 2x4GB Avexir Core Series MPower DDR3-2400CL10 (Hynix CFR)

VGA: MSI Radeon R9 380 Gaming 2G

SSD: HyperX 3K 120GB

PSU: Antec Neo Eco 520W

CASE: Corsair 300R Windowed

Refrigeração: WC Custom, Block CPU: Alphacool Nexxxos XP³ Light Acetal, Block VGA: Swiftech MCW82, Radiadores: Alphacool ST30 240mm e Magicool LC-RADI240 240mm, Bomba: Koolance PMP-400, Reservatório: Swiftech MCRES, Fans: 2x Swiftech Helix 120mm instalados no Alphacool ST30, 2x EK Vardar F3 120mm instalados no Magicool LC-RADI240

Software: Cinebench R11.5, Cinebench R15, HWMonitor 1.27, Blender 2.76, 3DMark Fire Strike, Windows 10 x64 e driver de vídeo Crimson 16.1.

Primeiramente vamos começar com o teste de “longo prazo”, é assim que ficam as temperaturas com o OC de uso diário (4.8GHz com cerca de 1.42V em full load) renderizando uma animação no Blender:

resultado_2ek_2helixAs temperaturas estabilizam nessa faixa dos 65ºC~67ºC, isso é algo mais baixo do que o Kühler 620 conseguia segurar em um Cinebench com o CPU @ 4.7GHz. Pelo que me lembro, @ 5.0GHz ele estabiliza a temperatura em algo no entorno dos 73ºC durante a renderização.

Resultados @ 5.0GHz:

 

Ai os resultados do CPU rodando @ 5.0GHz, apenas para referência, os números do Cinebench são algo um pouco melhor do que um i5 3570K no mesmo clock consegue entregar e abaixo do que o i7 3770K consegue fazer. No Blender 1x core fica claro a fraqueza no FX em ST enquanto que em MT novamente entregou números melhores do que o já mencionado i5 consegue entregar @ 5.0GHz.

Mas porque comparar com um i5 antigo? Bom, o FX é um CPU de 2012 que acabou ficando no mercado até hoje por uma série de fatores (resumindo: Cancelamento do Komodo e do processo 28nm SOI, mudança da direção na empresa, leia-se, Rory Read, acordo de wafers com a GloFo e etc…) e que na época do seu lançamento custava um pouco menos que o i5 3570K (abaixo de $200). Hoje trata-se de um produto/plataforma já ultrapassado que desde sempre tentou brigar no “CxB” tentando oferecer mais por menos e que hoje após vários modelos novos lançados tenta apenas sobreviver apostando na relação “preço/performance” para quem faz uso de aplicações multithread, não tem muita grana ou quer brincar de overclock sem ter que gastar uma pequena fortuna em um CPU Intel “K”.

Que fique bem claro que performance singlethread é o calcanhar de Aquiles dessa arquitetura e quem depende aplicações assim deve obrigatoriamente ir de Intel para não se arrepender e sair falando besteira por ai por não ter pesquisado direito antes de comprar.

Resultados @ 5.1GHz:

3dmark_fire_strikeCom o CPU @ 5.1GHz consegui completar o Fire Strike e quebrar a barreira dos 9000 marks com o FX! Nesse ponto não consigo completar benchmarks como o Cinebench pois as temperaturas explodem rumo ao infinito e ai trava no meio do benchmark… Talvez lapidando o IHS consiga atenuar um pouco esse comportamento exponencial da temperatura desse CPU.

Por enquanto é isso pessoal, quem sabe um dia consigo testar esse chip no LN2 também e podem ter certeza que se o fizer postarei aqui o desfecho! Até a próxima.🙂

 

EDIT 06/03/2016 17:38: Adicionado o Geekbench x64

 

Overclock na HD6450: Um pequeno update com o VRM IBM

Fala pessoal, tudo de boas?

No meu ultimo post terminei com uma das fotos abaixo e dizendo que em breve teria novidades sobre a HD6450. Pois bem, chegou a hora de mostrar os resultados e algumas descobertas então.🙂

Montei o VRM na HD6450 (a mesma desse post) e sim, eu sei que essa é uma placa cujo GPU consome muito pouca energia e que nem faria cócegas no nosso IBM Power Board mas como o VRM stock parecia ter problemas para segurar o tranco com vGPU > 1.4V então o achei válido fazer o mod nessa placa.

Enfim, meu objetivo ai é tentar rodar o GPU acima dos 1200MHz (vGPU > 1.4V) e tomar o 1º lugar no 3DMark11 Performance na categoria dessa placa, então vamos aos testes!

Hardware utilizado e resultados:

IMG_0633

CPU: Pentium G3258 @ 4.5GHz e Core i7 4770K @ 4.8GHz

MOBO: GIGABYTE Z97X-SLI

RAM: 2X2GB G.Skill PI Black 2200CL7

VGA: Sapphire HD6450 + VRM IBM

PSU: Antec TRUEPOWER Quattro 1200W

Cooler CPU: Prolimatech Megahalems

Cooler VGA: Noctua NC-U6

Bancada GIGABYTE + Vizo Wndstorm 110CFM 92mm

Software utilizado: Windows 7 x64 SP1 + Catalyst 15.7.1

Como devem ter percebido, o hardware que uso em minha bancada sofreu um upgrade de mobo e cpu… Sai a Z97-D3H (morreu na competição no HWBOT na campus, em breve contarei como foi), entra a Z97X-SLI (review em breve) e agora tem um i7 4770K dos bons para dar aquela ajuda nos benchmarks hehe

Com o Pentium G3258:

snaphsot0001http://hwbot.org/submission/3105302_noms_3dmark11___performance_radeon_hd_6450_gddr3_1210_marks/

Com i7 4770K:

snaphsot0009http://hwbot.org/submission/3117757_noms_3dmark11___performance_radeon_hd_6450_gddr3_1243_marks

O score a ser batido era esse e como podem ver foi impossível de bater com o G3258 com refrigeração a ar, mesmo considerando que superei ele em todos GT’s e até mesmo no CT só que ai a falta de mais 2 cores e HT me segurou no segundo lugar por culpa do PT (Physics Test, não aquele outro que vocês devem ter pensado ok?😛 ).

Com o i7 4770K o papo é outro, logo de cara consegui um P1230 e forçando um pouco mais o clock da memória da VGA veio esse P1243 com um resultado no PT pouca coisa menor que o do i7 3770K @ 5300MHz.😀

Tá, mas cadê esse GPU rodando acima de 1200MHz? Então, ai que entra a parte da descoberta que falei no começo do post… Percebi que o resultado no benchmark sempre caia consideravelmente (P10XX) com o GPU > 1200MHz e resolvi investigar o porque disso, afinal de contas, rodando @ 1250/1093 o esperado era no mínimo algo na casa dos P12XX!

Acabei abrindo o GPU-Z e colocando pra gravar um log enquanto rodava o 3dmark e nisso descobri que a partir de certo clock no GPU as memórias automaticamente baixavam para 800MHz explicando o porque a performance ia para o vinagre quando passava dos 1.2GHz no GPU. Não sei dizer se isso é uma limitação do hardware, software (MSI Afterburner) ou mesmo se outras 6450/R5 230 sofrem da mesma limitação, mas sei dizer que fui subindo o GPU até chegar a conclusão que o máximo que da para subir ele sem sacrificar o clock das memórias é +100MHz em relação ao clock destas.

Encerro por aqui esse post, em breve trarei novidades e o que rolou no HWBOT World Tour 2016 aqui do Brasil.😀