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MSI R9 380 Gaming 2G e FX6300 – Overclock e performance em jogos

Fala galera, tudo jóia?

No meu post anterior apresentei a vocês minha nova VGA, uma MSI R9 380 Gaming e também nesse post mostrei que trata-se de uma placa bonita, bem construída e que provavelmente por essa razão ela é vista com certa frequência nos ditos “PCs Gamer” por ai afora.
Também mostrei a VGA instalada na máquina abaixo:

IMG_0255

Essa máquina usa um processador FX-6300 que particularmente acho bastante interessante por conta de seu baixo-custo (hoje nem tanto por causa do dólar), capacidade de overclock e por consequência os ganhos de performance associados a isso. Enfim, por essas e outras razões, esse CPU é bastante popular aqui no Brasil, muita gente monta PCs para jogos com ele e isso acabou por me motivar a escrever esse post… Até agora a maioria esmagadora das coisas que postei aqui foram relacionados a overclock extremo/competitivo, porque não fazer algo voltado ao aspecto mais “prático” da coisa? Vamos ver o que o nosso amado overclock pode fazer pelos nossos jogos em uma máquina que ao menos em teoria deveria ser acessível! 😀

Essa ai é a configuração que foi utilizada nos benchmarks:

CPU: AMD FX-6300 + Antec Kühler 620 modificado com radiador Magicool LC-RADI240
MOBO: ASUS M5A99X EVO R2.0

RAM: 2x4GB Avexir Core Series MPower 2400CL10

VGA: MSI R9 380 Gaming 2G
PLACA DE SOM: Sound Blaster Z

CASE: Corsair 300R Windowed

PSU: Antec Neo Eco 520W

Software: Windows 10 Pro + Catalyst 15.7.1 WHQL
Para os testes com overclock, foram usadas as configurações do screenshot abaixo com PCI-E @ 105MHz. Devo ressaltar que placas-mãe de baixo custo podem não dar conta de atingir esses clocks com estabilidade e mesmo em mobos mais robustas é prudente manter um bom fluxo de ar sobre o VRM.

screen_settingsEnfim, agora vamos os resultados! Deixe-me começar pelos benchmarks sintéticos com o bom e nem tão velho Fire Strike… O resultado nesse benchmark ficou claramente limitado pelo score do CPU no Physics Test, sendo que o resultado nos Graphics Test está dentro do esperado para essa VGA se tomarmos por base uma referencia usando um 5820K. Não foi usado nenhum tipo de tweak como desabilitar tesselation ou lod.

fire_strikehttp://www.3dmark.com/3dm/8988436

Já no API Overhead Test é um teste comparativo de quantas “Draw Calls” cada API (a saber, DX11 ST, DX11 MT, DX12, Mantle) conseguem “fazer” antes do fps cair abaixo de 30. Basicamente isso depende muito do CPU e de um bom trabalho dos drivers da VGA especialmente em DX11 já que o Mantle e o DX12 são APIs que acessam o hardware mais diretamente e dependem menos de drivers.

É de conhecimento público que a nVidia fez um trabalho melhor do que a AMD no que se refere a otimização de seus drivers para DX11, inclusive com direito a otimizações multi thread… Este tópico do overclock.net é bastante esclarecedor e mostra bem a situação para ambos os lados.
Isso é algo que pode explicar o porque VGAs da AMD tendem a apresentar performance abaixo das nVidia em CPU mais antigos como os Phenom II e também pode ser um dos motivos que contribuíram para os ganhos de performance gigantescos no GRID Autosport ao fazer OC no FX6300.

No benchmark que rodei aqui (CPU @ 4.7GHz) é evidente a falta de otimização multithread para DX11 dos drivers da AMD, que é visível nos resultados para DX11 ST e MT pois os mesmos foram praticamente idênticos! 🙂

api_overheadhttp://www.3dmark.com/3dm/8988594

Além desse benchmark sintético, testei alguns jogos e devo dizer que aqui as coisas começam a ficar um pouco mais interessantes! A princípio fiz um comparativo da performance com o CPU em stock vs OC usando o GRID Autosport e o Unigine Valley:

Pois é, nada daqueles testes bizarros que fazem com o game rodando @ 640×480 no Low para mostrar o quanto o CPU pode limitar em uma situação completamente irreal… Aqui eu testei em 1920×1080 com tudo no talo sendo que o Unigine foi com o preset Extreme HD, GRID Autosport no preset Ultra e clocks da VGA @ 1100/1700.

Em um jogo em que o CPU é bastante requisitado como o GRID Autosport, a diferença que o overclock fez foi imensa!!! Basicamente o que vemos é um ganho de 30% no fps médio com um overclock de 25% no CPU e 5% no PCI-E. Esse caso é conhecido como “CPU Bound” ou “Gargalo” e basicamente é quando o limite do CPU por alguma razão (ex: Aplicação faz uso de poucas threads, CPU com performance single thread fraca e etc) chega antes do limite do GPU. Esse resultado pode ser explicado por vários fatores tais como:

  • Baixa performance single thread do FX, que depende de clocks altos para atingir números aceitáveis nesse quesito.
  • A falta de otimizações multi thread para DX11 nos drivers da AMD, que poderiam fazer uma boa diferença nesse CPU

Muito provavelmente esses ganhos que apareceram com o overclock devem ser bem menores nos atuais CPUs Intel devido a sua performance single thread superior, portanto, não esperem esse tipo de “milagre” fazendo overclock no seu caríssimo Core i7 de ultima geração pois mesmo em stock ele já é suficientemente “forte” para esse tipo de aplicação e já deve (e tem obrigação) ganhar com alguma margem do humilde FX mesmo com esse OC. 🙂

Já no Unigine Valley, que é um benchmark que exige muito mais da GPU do que do CPU, subir o clock desse ultimo fez pouca diferença. Esse tipo de situação é conhecida por “GPU Bound” e é quando o limite do GPU chega antes do CPU.

Agora vamos ver como esse combo se sai com overclock em tudo que for possível, sendo que em alguns casos rodei a VGA tanto @ 1100/1700 quanto em stock (980/1375) para termos uma idéia dos ganhos do OC na VGA. Para isso irei novamente apelar para alguns jogos/benchmarks tais como Battlefield 4, Final Fantasy XIV, GRID Autosport e League of Legends.

Battlefield 4 foi testado no multiplayer no mapa “Siege of Shangai” com 52 pessoas online com o preset “Ultra”.

O League of Legends foi testado durante um ARAM… Esse modo de jogo foi escolhido devido ao mapa “Howling Abyss” só ter uma lane, o que significa que quase sempre as “team fights” são entre 10 personagens concentrados em um espaço relativamente pequeno, o que faz com que as possíveis quedas de fps sejam mais frequentes nesse modo de jogo. E sim, sei que esse jogo é leve e roda bem até em uma calculadora xingling mas é o jogo mais jogado do mundo com larga vantagem e por isso acredito que não possa ser desprezado.

GRID Autosport e Final Fantasy XIV usei a ferramenta benchmark embutida no game/liberada pelo desenvolvedor.

No final das contas, o FX6300 não decepcionou e apresentou ganhos consideráveis com o overclock e números de performance semelhantes aos encontrados em reviews da R9 380 que temos por ai, sendo que a maioria deles utilizam CPUs Intel (leia-se i7 4790K, i7 6700K, i7 5820K…) cujo preço é suficiente para comprar um FX6300 + Placa-mãe robusta para overclock e ainda sobrar dinheiro… De certa forma acho isso legal pois pelo menos do lado AMD das coisas, a velha “essência” do overclock continua firme e forte igual era na época do 775 com os Pentium baseados na arquitetura Conroe ou ainda mais antigamente, do Barton 2500+ @ 3200+. 🙂

Encerro por aqui esse post, até a próxima!

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